ANALISE
DE ESTUDO DE CASO CACAU SHOW
Ao fazer um acordo com um fabricante de chocolate,
Alexandre teve sua primeira experiência nesse ramo e, apesar das “pedras no
meio do caminho”, seu olhar empreendedor notou que essa área poderia ser
explorada.
A partir disso, em um escritório na
empresa de seu pai com o capital inicial de apenas US$ 500,00, Alexandre
decidiu montar sua empresa Cacau Show, contando inicialmente com apenas a mão
de obra de uma senhora. Ele analisou o mercado e, ciente de que não conseguiria
competir com as grandes empresas de chocolate em barra e considerando que o
chocolate recheado sai mais em conta (já que o chocolate – matéria prima – é o
material mais caro do produto e ao incrementá-lo o custo fica mais baixo) optou
pelo caminho dos chocolates recheados (trufas, bombons, ovos, etc).
A empresa abrange os setores
produtivos secundário (produção das trufas, bombons, etc) e terciário (comércio
dos mesmos). E sua estimativa de renda anual é de US$ 550.000,00, o que segundo
o SEBRAE, a encaixa no grupo das pequenas empresas.
A empresa Cacau Show obteve sucesso,
pois Alexandre, além da sorte, foi privilegiado por descobrir um nicho de
mercado inexplorado, onde ele estava e continuava sozinho. Ele afirma também que
um dos principais fatores de sucesso foi que, diferente da maioria das empresas
que iniciam, ele percebeu que precisava evitar os erros mais comuns dos
“iniciantes”, pois teve conhecimento de todas as áreas que abrangem a boa
gestão da empresa.
Além disso, podemos observar por
meio do estudo de caso, diversos pontos que levaram Alexandre ao sucesso: Ele
se dedicou totalmente a sua empresa (houve épocas que trabalhava de 12 a 14
horas por dia), não se acomodou com o fracasso (nos momentos de dificuldade ele
foi perseverante), mesmo já tendo experiência com os clientes, devido ao
trabalho de sua mãe, continuou buscando mais conhecimentos, fazendo cursos em
todas as áreas que a empresa abrange: como fabricar, conservar, embalar e
cursos sobre como gerenciar pequenos e grandes negócios. Ele também ficou
atento ao desenvolvimento da empresa ao ponto de perceber que compensava vender
para pequenos pontos de venda ao invés da venda domiciliar, estudou os
problemas que as novas empresas enfrentam e por isso fechavam, e não cometeu os
mesmos erros. Alexandre fez pesquisas junto ao consumidor para ver como seus
produtos estavam sendo aceitos e conquistou uma parceria de qualidade (Garoto)
como o texto diz: “teve um relacionamento forte com a Garoto, atualmente um de
seus principais fornecedores”. Sua insistência (positiva) no primeiro contato
com os pontos de venda onde oferecia seus produtos também foi essencial para conquistá-los.
Ele soube administrar bem seu lucro, reinvestindo-o na empresa, “buscando
condições para produzir cada vez mais e melhor a custo mais baixo”.
Ao invés de ficar preocupado e limitado pela pouca idade,
que geralmente sugere pouca experiência, Alexandre se apegou ao lado bom deste
fato, que segundo ele foi sua “enorme reserva de energia”, se dedicando ao
máximo à sua empresa. Ele mantinha um quadro de funcionários enxuto, mantendo apenas
os necessários, e administrava bem os períodos de pico contratando funcionários
temporários (ex: época de Páscoa).
No ano que foi feito o estudo de caso, Alexandre conta
seus planos de investimento na empresa (aumentar escala de produção, reduzir
custos fixos, aumentar a padronização dos produtos, etc), o que mostra que seus
planos e objetivos continuam se renovando conforme o desenvolvimento da
empresa. Ele teve a visão holística do seu negócio, ao ponto de verificar a
necessidade de armazenar o leite e açúcar, importantes matérias-primas de seu
produto que tem épocas de alto e épocas de baixo custo.
Contudo, Alexandre não previu todos os obstáculos que
enfrentaria, passou por algumas dificuldades, como em uma Páscoa que quase não
conseguir comprar o chocolate para fabricar seus produtos, ou em um Natal que,
para manter a entrada de dinheiro, produziu panetones. Mas, aproveitou esses
desafios, tirando lições para sua empresa.
Um fato de destaque na empresa de Alexandre é que seus
funcionários foram treinados por ele mesmo, o que tem o lado que ele afirma ser
ruim: ele tem dificuldade de ver a empresa e ele como “coisas” separadas. Mas,
também há um lado muito positivo nisso: ao treinar seus funcionários, eles
adquiriram um perfil no modo de pensar, agir e administrar à empresa parecido
com o dele, o que gera harmonia na empresa.
O êxito de Alexandre é reconhecido por muitos atualmente.
Mas para isso passou por vários obstáculos e decisões onde poucos conseguiriam
enfrentar de tal forma a garantir seu sucesso. Sua perseverança e insistência,
foram os fatores primordiais em sua conquista, além de ter noção e saber lidar
com cada fase de seu projeto, desde reconhecer que era pequeno no mercado e
precisava de um diferencial (como não concorrer com o mesmo lucro e faixa de
preço em suas mercadorias), até conquistar confiança e patrocínio de uma de
suas maiores concorrências da época. “O
empreendedor encara diversos desafios ao longo
de sua jornada e, por isso, é necessário ser extremamente dedicado ao trabalho”- Alexandre Costa.
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